domingo, 27 de maio de 2018

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surpresa manifestada por López pelo conteúdo das acusações feitas nessa noite, é importante destacar que Carmen Jovet o convidou para participar de seu programa e lhe havia adiantado o conteúdo das declarações que seriam feitas, para que tivesse a oportunidade de respondê-las. Porém, López optou por não participar.
Conforme o que foi adiantado por López em sua ligação, ao concluir a transmissão, a Polícia estava na emissora pronta para agir. Pela natureza da responsabilidade que está encomendada no nosso sistema de governo, a Polícia é uma das entidades que atende maior numero de crises e emergências. Como seus recursos são escassos, e recebe muitas reclamações e denúncias, a Polícia, por necessidade tem que operar dentro de um sistema de prioridades. Por isso, se torna surpreendente a pressa e a diligência extrema com que este órgão atuou no caso da solicitação do “pobre” López. O delito de difamação, não representa um atentado a ordem social de imediato. A essência do mesmo gira em torno de opiniões feitas contra algumas pessoas e que se alega que são falsas. Nesse sentido não há dano físico, nem emergência imediata nem na suposta vítima, nem pela sociedade em geral. Desta forma, nos perguntamos: qual era a pressa? Qual era a emergência pública? Que necessitava da força tarefa de três agentes da ordem pública e mais um sargento. Porto Rico é um lugar onde mensalmente acontecem aproximadamente dezenas de assassinatos, estupros, assaltos a mão armada, arrombamentos, roubos de automóveis e crimes violentos que carecem da presença imediata da polícia que apesar de sua boa vontade, não pode atender. Desta forma que o “pobre” López e os gerentes do Menudo têm que reconhecer uma capacidade extraordinária de mobilização e de poder por chegarem aonde outros não chegam.

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