B-
Os integrantes foram submetidos a condições de
trabalho abusivas e irracionais, sobre tudo quando se tem a consciência de que eles
eram crianças.
C-
Edgardo Díaz aproveitava de seu poder e do desejo
dos jovens de continuar fazendo parte do grupo para cometer abusos físicos e
mentais contra eles, e também para obter favores de natureza sexual.
2. Nenhum dos integrantes que
supostamente foram objetos dos abusos e aliciamentos sexuais mais intensos deram
sua versão sobre estes assuntos (*este livro foi
escrito antes do escândalo que aconteceu quando Roy veio a público e declarou
ter sido abusado sexualmente por Edgardo Días, assunto este que abalou o Brasil
e a América Latina), nem apresentaram acusações formais perante as autoridades,
muito menos naquele momento, nem durante os dez anos transcorridos desde que
esta polêmica chegou a luz pública. E isso não foi feito nem mesmo pelos
familiares mais próximos dos jovens.
3. Apesar de este caso envolver
crianças, e da sensibilidade e rapidez que as autoridades governamentais devem
ter diante de casos de maltrato e abuso sexual de menores, ainda mais quando
estes casos chegam aos ouvidos da sociedade, a realidade foi que nenhum órgão
público: fosse a polícia, Departamento de Justiça, Fiscais, o Departamento do
trabalho, nem os Serviços Sociais tomaram nenhuma iniciativa para indagar ou
efetuar uma investigação sobre este assunto. Oficialmente as autoridades
fizeram um silêncio assombroso que prevaleceu.
4. Tendo em vista a seriedade das
acusações e a delicadeza de sua natureza, desde ponto de vista de relações públicas
e manejo de crises, Edgardo Díaz e sua equipe de trabalho manejaram de forma magistral
toda esta polêmica. Ainda que sem dúvidas, esta polêmica os afetou pessoal e
profissionalmente, ao menos no que se refere a responsabilidade civil e
criminal eles saíram ilesos, apesar do enorme risco que enfrentaram.
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