mudanças abruptas no
seu temperamento e seu estado de
espírito pelas razões mais variadas e imprevisíveis. Um tutor que repetidamente
maltratava os meninos que estavam sob sua proteção, tanto fisicamente como
mentalmente. Um homem impiedoso que lhes batia e lhes obrigava a trabalhar
mesmo quando estavam com a saúde debilitada, e que lhes depreciava e os diminuía
para manter seu controle ou interferência sobre eles. Um empresário que utilizava
como carta escondida, a ameaça de demissão fulminante contra qualquer
integrante que contradissesse as suas ordens. Uma pessoa sem controle de suas
paixões que se aproveitou da inocência e da imaturidade de dezenas de jovens
que passaram pelo seu grupo para fazer-lhes propostas indecentes, gestos e
comentários de mau gosto ou indevidos e em algumas situações abertamente
sexuais. Um manipulador que com sua experiência seduzia os meninos que por sua
pouca idade e pelo medo de serem expulsos do grupo que significava tudo nas
suas vidas, aceitavam as suas propostas indecentes e ficavam calados, guardando
tudo para si.
Assim com também temos os pais que com sua ganância
desmedida pelo dinheiro empurravam e entregavam seus filhos para o Menudo. Pais
que provavelmente conheciam o maltrato que seus filhos eram objetos, mas se
faziam de desentendidos. Pais que também foram exploradores de seus filhos e
que abdicaram sua função de supervisão e a tutela de seus filhos e que só
despertaram de seu “hibernar” quando compreenderam que seus interesses
econômicos podiam estar sendo menosprezados.
Mas também neste panorama tenebroso existe um grupo
significativo de integrantes que nunca falaram mal de Edgardo, nem se queixaram
de sua experiência no Menudo. Sobre tudo aqueles jovens que fizeram parte dos
anos iniciais e mais exitosos do grupo. Talvez porque
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