segunda-feira, 30 de julho de 2018

156


mudanças abruptas no seu  temperamento e seu estado de espírito pelas razões mais variadas e imprevisíveis. Um tutor que repetidamente maltratava os meninos que estavam sob sua proteção, tanto fisicamente como mentalmente. Um homem impiedoso que lhes batia e lhes obrigava a trabalhar mesmo quando estavam com a saúde debilitada, e que lhes depreciava e os diminuía para manter seu controle ou interferência sobre eles. Um empresário que utilizava como carta escondida, a ameaça de demissão fulminante contra qualquer integrante que contradissesse as suas ordens. Uma pessoa sem controle de suas paixões que se aproveitou da inocência e da imaturidade de dezenas de jovens que passaram pelo seu grupo para fazer-lhes propostas indecentes, gestos e comentários de mau gosto ou indevidos e em algumas situações abertamente sexuais. Um manipulador que com sua experiência seduzia os meninos que por sua pouca idade e pelo medo de serem expulsos do grupo que significava tudo nas suas vidas, aceitavam as suas propostas indecentes e ficavam calados, guardando tudo para si.
Assim com também temos os pais que com sua ganância desmedida pelo dinheiro empurravam e entregavam seus filhos para o Menudo. Pais que provavelmente conheciam o maltrato que seus filhos eram objetos, mas se faziam de desentendidos. Pais que também foram exploradores de seus filhos e que abdicaram sua função de supervisão e a tutela de seus filhos e que só despertaram de seu “hibernar” quando compreenderam que seus interesses econômicos podiam estar sendo menosprezados.
Mas também neste panorama tenebroso existe um grupo significativo de integrantes que nunca falaram mal de Edgardo, nem se queixaram de sua experiência no Menudo. Sobre tudo aqueles jovens que fizeram parte dos anos iniciais e mais exitosos do grupo. Talvez porque     

Nenhum comentário:

Postar um comentário