sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

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Os preparativos para o show no Bellas Artes se intensificavam e o Raymond continuava gravando sua musica para esse evento. Meus nervos estavam mais calmos e Raymond voltou a ser o mesmo de antes. Voltou a ficar uma ou duas vezes na Loma, mas não com a insistência de antes.
Menudo foi para o México e de lá foram para a Venezuela. Raymond ficou em Porto Rico para terminar seus tramites de seguro, plano médico etc. Ele continuou ensaiando e deu muitas entrevistas para revistas americanas e também latino americanas.
Na quinta-feira dia 7 de fevereiro o Menudo tinha que dar una amostra de seu espetáculo da sexta-feira para as escolas públicas do país. A amostra era para as 10:00 da manhã. Eu cheguei ao Bellas Artes as 9:30 da manhã e fui pela entrada dos artistas. Não queriam me deixar entrar porque não estava na lista. Consegui mandar chamar o Joselo e este me deixou entrar. Falei rapidamente com Marilyn Pagan para que me incluísse na lista. Esta ficou um pouco incomodada e me deu a desculpa de que o Edgardo e Orlando López (Advogado e técnico de iluminação do Menudo) eram os únicos que podiam dar essa permissão. Ao ver a minha famosa cara de aborrecimento me colocaram na lista e me deram uma pulseira vip. Eu já havia dito claramente ao Edgardo, que não me negassem jamais o acesso a meu filho. Encontrei-me com Edgardo no corredor. Eu o cumprimentei e quando ia falar com ele, este me ignorou e continuou caminhando como se minhas palavras não fossem para ele. Não quis dar importância ao assunto e segui até o camarim. Quando me viu Raymond me abraçou calorosamente, e pela primeira vez, desde que começou como artista eu o vi claramente nervoso. A perspectiva de cantar no Bellas Artes era demasiadamente grande para ele.

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