No Domingo dia 31 de julho, o Raymond
chegou aproximadamente as 7:00 da noite. Tinha muita gente no aeroporto e não
conseguia estacionar assim que continuei dando voltas ao redor da rampa de
chegada de voos. Sua mãe foi por um lado para ver se via o Raymond. Em uma
volta consegui vê-lo e chamá-lo. Entrou no carro com a cara enfurecida.
"¿O que aconteceu
com você filho?"
"¡PAPAI ME TIRE DO
MENUDO!" Da
mesma forma que começou, assim terminava, mas com a diferença que desta vez não
fiquei surpreendido ao ouvir suas palavras.
"Raymond, ¿Esta bem
seguro disto?"
"¡Absolutamente
seguro!"
"Pois então leia
esta carta que escrevemos para ver se você concorda. A sua mãe teve um mau pressentimento
e realmente tememos por sua segurança."
"Cara tu sabes o que
este indivíduo fez no show do Texas, olha, tinham aproximadamente quatro ou
cinco "Fã Clubes do Raymond" (dos que foram organizados pelo no
escritório) ao redor do hotel. Quando ele viu os cartazes comentou que esses
cartazes deveriam dizer Menudo, pois qualquer um diria que era só o Raymond
chegava. Não disse nada a respeito, mas sim observei que nos cartazes também
estava escrito Menudo por todos os lados. Nessa noite no show ele se aproximou e
me disse:"
"Devido ao fato que
este é um Show em inglês e suas canções são todas em espanhol tu só cantarás a
canção que canta no Medley."
”Me senti tão indignado,
pois ele fez isso tão abertamente e se notou que era de propósito, porque
cantaram várias canções em espanhol, uma o Sergio e as outras o Ricky. Você
sabe que de nove canções que eu cantava no Show, ¡só pude cantar Uma! Quando lhe
reclamei me disse bem friamente e com desprezo que se ele quisesse eu não
cantava nenhuma. ¡Não saio mais de Porto Rico com o Menudo e ponto!" Começou a ler o rascunho da carta de renúncia.
"¿O que você achou
dela?"
"Maravilhosa, papai,
muito boa, ¿quando assinamos?"
"Eu só estava
esperando a sua aprovação. Amanhã a entrego para a secretária para que a digite
bem e mande-a totalmente corrigida."
Tentei buscar no seu rosto algum
sinal de dúvida ou arrependimento no caminho a nossa casa. Só lhe ouvia contar
o relato para sua mãe com a mesma voz de firmeza e determinação. Não havia
dúvidas, nosso filho estava pronto para abandonar o que uma vez foi um precioso
sonho e hoje se transformava em um terrível pesadelo. Este era um passo que não
podia ser tomado sem que primeiramente ele estivesse pronto para fazê-lo. O
aspecto psicológico foi introduzido por eles e deles tinha que vir o aspecto
negativo para que ele mesmo tomasse a determinação. Assim o peso dessa decisão
não caía sobre nós seus pais e isso não resultaria em um motivo de rebeldia
contra a gente.
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