terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

página 197



O substituto do Raymond ia ser o sobrinho do cantor Porto Riquenho Chucho Avellanet, e filho do irmão dele Roberto Avellanet. Este não queria por baixo de nenhuma circunstância que seu filho Roberto entrasse no Menudo. Ele declarava que a presença de seu filho ao redor de homossexuais perversos e o uso de drogas era prejudicial à moral de seu filho. A mãe do Robertito (*Robertinho), Maribel, levou o caso diante da corte superior de Carolina, Porto Rico. Roberto me chamou e me pediu se eu podia contar minha história na corte, não como testemunha dele, mas sim como testemunho de referência. Vi a oportunidade de expor minhas queixas diante de um fórum judicial e que existia a possibilidade que o juiz ordenasse a procuradoria especial de crianças fazer uma investigação no Menudo e o tratamento que dão a estes menores. Concordei e me apresentei diante da corte.
Também estavam presentes vários pais de Menudos e ex Menudos. A mãe do Xavier Serbía, Nereida a mãe do Ricky, Genoveva nossa grande amiga e mãe do Sergio, minha esposa e eu.
Estive respondendo perguntas por mais de três horas. Perguntaram-me de A a Z sobre minhas experiências no Menudo. Percebi que o advogado do Roberto não perguntou as perguntas corretas, coisa que o advogado do Robertito aproveitou brilhantemente. O juiz foi quem perguntou as perguntas mais pertinentes ao que Roberto se referia com seu temor.
Quando chegou a vez da Genoveva nos sentimos bem confiantes que agora ia ter uma confirmação dos assuntos que queixava a todos no grupo. Pensei que o Juiz ordenaria uma investigação com base no nosso testemunho, especialmente na aérea da educação. Genoveva tinha se transformado na melhor amiga da minha esposa. Minha esposa e eu jamais imaginamos o que vinha, pois quando esta senhora começou a falar desmentia tudo o que eu havia dito. Disse que não deviam nenhum dinheiro para seu filho e que seu filho estava muito feliz. Sua educação não podia estar melhor e que todos os assuntos do Menudo eram muito bem resolvidos.
Não podíamos crer que esta pessoa que tinha batalhado ombro a ombro pelos direitos de nossos filhos e de quem Nereida a mãe do Ricky Martin e os outros garotos nos confessaram que o Edgardo havia tentado tocar nos genitais de seu filho na Itália, estava falando assim. Minha esposa por pouco não desmaia pela surpresa. Nereida se limitou a dizer que ela não falava por nenhum outro Menudo, mas sim pelo seu filho e este não tinha nenhum problema no Menudo. Sem embargo eu ouvi este menino falando com sua mãe pelo telefone direto da Argentina suplicando para ela o tirar do Menudo e que queria regressar a Porto Rico. Por casualidade era o outro a quem o Edgardo alegadamente tentou seduzir na Itália. Ambos Sergio e Ricky, de acordo com a história contada por meu filho, estavam "masturbando-se" em suas respectivas camas quando foi dito que o Edgardo tentou "ajudá-los a receber mais prazer".
Antes de sair da corte fui onde estavam Maribel e seu filho Robertito e lhe contei que minha intenção jamais tinha sido impedir que seu filho entrasse ou não no Menudo. Expliquei-lhe a situação e minhas intenções. Depois soube que falaram muitas coisas de mim e de minha esposa, coisas ofensivas, coisas sujas e maliciosas. A Sra. Genoveva González fez referência em uma reunião de comemoração, depois de sair da corte, me chamou em forma de xingamento de "el Cotorrito" (*o papagaiozinho). Isto por ter dito às coisas que expus e por ter me vestir nesse dia de cor verde.

Nenhum comentário:

Postar um comentário