Temos que entender, através das
declarações feitas pelo Edgardo e por seus colaboradores e respaldada por alguns
membros da imprensa e da televisão, de que o Menudo esteve infestado de meninos
ineptos, complexados, drogados, homossexuais, ladrões, mentirosos, com pais
abusadores e corruptos. O que eu não consigo compreender é como esta suposta
safra de gentalha, infiéis e abusadores puderam produzir ao pobre Edgardo,
suposta vítima indiscutível destes perversos meninos, tantos milhões de
dólares. Se isso for verdade então Porto Rico foi representado tão eficazmente
e gloriosamente no mundo todo pela escória de nosso país. Sendo estes os
representantes da juventude porto riquenha o que podemos esperar de nosso futuro.
Para poder chegar a um consenso
justo, de qual é a verdade em todo este assunto, primeiramente temos que nos
despir do conceito de que o êxito do Edgardo Díaz durante o período de mais o
menos quatorze anos dos que existiu o Menudo foi sinônimo de pureza e conduta
moral intacta. Temos que coloca-los em uma perspectiva correta quanto à
verdadeira história do Menudo. Não a história externa e evidente de suas realizações
e vitórias através dos anos, mas sim aquela que reflete a intimidade por trás
da barreira criada pela imensa fama desta lenda. Isto precisamente é o que eu
como autor e pai de um dos que viveram essa verdade tentei levar ao leitor para
que este consiga localizar e visualizar tudo mais claramente.
Um ponto que merece
considerar-se e que eu creio importante discutir é o fato do Edgardo Díaz ter
se queixado, através de suas múltiplas entrevistas, que ele é a vítima circunstancial
da maioria das situações ocorridas no Menudo, já que muitas das acusações
feitas contra ele foram cometidas por outras pessoas e que ele estava alheio a
estas. O ex-presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, tentou dizer o mesmo
referente ao caso Watergate. E este foi responsabilizado e obrigado a renunciar
a presidência e faltou muito pouco para ir para a cadeia. A mesma situação
surge no assunto Iran vs o Presidente Ronald Regan. A responsabilidade direta é
da cabeça que contém o cérebro e que faz com que os pés se mexam e não se pode
declarar que os pés caminham independentes a menos que o cérebro esteja defeituoso.
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