segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

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Comecei minhas conversas com o Jiménez sobre o que correspondia ao Raymond quanto a dinheiro. A primeira coisa que me disse foi que a Bereford não reconhecia o acordo dos seis meses, mas que possivelmente o Edgardo pagasse com seu dinheiro, sendo que supostamente não tinha nenhum, e honraria esse acordo. Prometeu fazer uma liquidação dos direitos autorais e por porcentagem do Raymond a partir da data que eles adquiriram o Menudo, qualquer coisa antes disso não correspondia a eles.
“¿O que vocês vão fazer sobre a educação do Raymond?”
“O professor vai dar aulas aqui no escritório, se o Raymond quiser pode vir, mas não poderemos fazer nada mais do que isso.”
Nesse momento lhe mostrei o artigo que saiu na revista TV y Novelas do México com a data do dia 30 de agosto de 1988. O repórter Vilo Arias declarava que o Edgardo em uma entrevista feita recentemente contou que tinha expulsado o Raymond do grupo por indisciplina.
"¡O Edgardo jamais faria uma coisa assim! Isto é uma calúnia e uma sórdida mentira."
"Então, se é mentira que se retifique com a TV y Novelas, pois esta notícia já se espalhou por todo México e como disse que foi o Edgardo todos acreditam."
"Eu vou me encarregar disso imediatamente."
Magaly que também havia ido comigo ao escritório do Menudo lhe perguntou:
"Jiménez, para minha satisfação para sentir que não me fizeram de tonta ou idiota, por que não posso dizer à palavra que realmente descreveria, eu gostaria que me mostrasse esse contrato de compra e venda do Menudo para a Bereford."
"Não posso fazer isso Magaly, porque os acionistas querem permanecer anônimos."
"Eu não quero lê-lo, mas sim vê-lo mesmo que seja de longe, digo se é que realmente ele existe."
"Vai ter que acreditar na minha palavra porque não posso te mostrar."
"¿Sua palavra?, Não Jiménez, nem a tua, nem a do Edgardo tem nenhum valor pra mim, pro meu esposo ou pro meu filho. Você sabe que essa venda não é de verdade. Isso nem você mesmo acredita. Deus não fica com nada que pertença a alguém. Vocês tem muito que pagar e vão fazer isso eu os asseguro. O dinheiro que vocês roubaram do nosso filho e dos outros garotos algum dia vai lhes custar mais caro do que se o tivessem pago honestamente. Eu espero não ouvir mais difamações sobre o meu filho porque então vocês vão ter que se ver comigo, e eu sou pequena, e aparentemente insignificante, mas quando vou defender o meu filho eu sou uma fera."
“Acalme-se Magaly, que tudo vai se resolver. Olha na quinta-feira passo na sua casa e almoço com vocês desse arroz com frango que o seu esposo faz e discutiremos suas queixas com calma.”
Nos fomos embora daquele lugar sabendo que a guerra tinha começado e que ia a ser bem grande. Eles tinham a imprensa a seu favor e evidentemente o governo também. O departamento do trabalho não podia fazer nada porque a empresa já estava declarada em falência. Depois soube que o Edgardo jamais apareceu como dono ou nada da Padosa, mas sim como o diretor artístico e Manager do grupo. Por este serviço recebia um salário e alguns benefícios como o de poder usar a casa “la Loma”, que não pertencia a ele, mas sim a Padosa. Foi por isso que a venderam antes da falência.

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