carregamentos de drogas como aparecem nos noticiários. De fato,
durante o tempo que trabalhei como Assessora de Relações Públicas da Polícia de
Porto Rico e do Departamento de Correção e Reabilitação, eu estive presente em
várias operações da Polícia em residenciais e por oficiais de custódia nos
presídios. Me lembro que em uma entrevista que coordenei em uma ocasião para a
jornalista porto-riquenha Jennifer Woolf com alguns presos de segurança máxima
para uma investigação especial. Um preso da segurança “máxima” está sujeito as
mais restritas normas de segurança para prevenir qualquer possível incidente que
ponha em perigo a vida deste ou de outra pessoa. Com isto em mente, os indivíduos
trancafiados foram descidos de suas celas com algemas que prendiam ambos os
braços em seus corpos e outra em volta de seu tornozelo. Cada um deles era escoltado
por quatro guardas e o Sargento da Unidade de Operações Táticas, que
supervisionava a operação.
É óbvio que para precisar de segurança máxima, o crime de
que se acusa deve ser de sérios agravantes e se entende que o preso é uma
ameaça para a sociedade. Porém, o uso da força de ordem pública em situações
como esta, não se compara com o foi mobilizado nas instalações do Canal 7. Sim,
para um preso de segurança máxima se requer cinco policiais. Como é possível
que se necessite de dez policiais e dois sargentos para prender um indivíduo por
um alegado delito menos grave, que de modo algum envolvia violência física, nem
alteração da paz ou da ordem pública e que em todo caso, o que representava era
uma lesão para a honra dos proprietários do Menudo e de seu advogado. Tudo
isto, sem esquecer que o acusado era tão somente, um acusado de uma ofensa
pequena em um sistema de governo no qual se é inocente até que se prove o
contrario e do fato de que o próprio
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