sábado, 16 de junho de 2018

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que esta relacionado com o mundo do espetáculo, os fazia viver como jovens fora do comum e como parte de uma fantasia inalcançável. Mas, a fama tem seu preço. Precisamente por estarem rodeados de uma mística que eles mesmos cultivam com cada gesto e atitude, os artistas não podem querer que seu público o idolatre e ao mesmo tempo os visualizem como pessoas normais e como simples mortais que sofrem e padecem como qualquer um. Se este fosse o caso, esta magia que os rodeia e que leva milhões a seguir seus passos até a beira da loucura, desaparecia num instante. Depois de tudo isso, como explicar para as fãs que por meses tem trabalhado com grandes sacrifícios para adquirir os ingressos dos shows e que desde as primeiras horas do dia estão fazendo fila para conseguir um bom lugar, que o show que com tantas ânsias esperavam, não vai acontecer porque o artista se sente mal e lhe dói a garganta.
Se os fãs estão dispostos a experimentar grandes sacrifícios por seus ídolos, estes também tem um compromisso para com os primeiros, que os obriga a deixar de lado seus problemas pessoais para cumprir com as expectativas e lealdade de seu público. É este o motivo do ditado “o show tem que continuar”.
Muitas dos artistas com quem trabalhei, saíram de cena para cumprir seus compromissos profissionais, apesar de não estarem em seu melhor estado de saúde e em certas ocasiões, até em condições críticas. Ricky Martin teve que fazer acupuntura para poder cumprir com várias das apresentações da sua turnê anterior “A médio vivir”. Em sua carreira como cantora Ednita Nazario realizou alguns de seus shows com as cordas vocais inflamadas, causada por alguma enfermidade. A cantora de salsa Índia em várias ocasiões cantou contra recomendações de seu médico, padecendo

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