Sem efeito os meninos eram pressionados para se calarem e
eram submetidos aos desígnios dos donos do grupo, esta coação não desaparecia
quando os menores visitavam a Ilha e continuava latente, Porto Rico tinha
jurisdição e base jurídica para tomar
alguma ação sobre este assunto. Além disso, se como se insinuou durante a
polêmica alguns dos pais estavam conscientes do que estava acontecendo com seus
filhos e simplesmente fizeram vista grossa, a intervenção governamental era
muito mais justificada. No caso de menores, precisamente por sua inexperiência
e falta de maturidade, o governo tem uma responsabilidade maior e ao contrário do
que acontece com maiores de idade, pode e deve ser proativo em suas gestões
para evitar abusos, ao invés de meramente reagir para remediar o dano causado e
sancionar aos responsáveis.
Diante da falta de ação dos órgãos públicos e considerando
que existia um conflito de interesses entre as autoridades, depois do caso
contra Bolivar Arellanos, os pais procederam a solicitar do Governo um Fiscal
Especial Independente (FEI) para atender seus requerimentos. Porém, apesar de
todas as gestões e da magnitude que este caso alcançou transcendendo “jurisdições”,
o Governo de Porto Rico permaneceu mais do que mudo, totalmente inerte.
Ironicamente Bolivar Arellanos em sua primeira coletiva de
imprensa realizada na cidade de Nova York e que foi o agente catalisador desta
polêmica, tinha previsto esta falta de ação da parte das autoridades
governamentais. Naquele momento, Arellanos justificou não ter anunciado suas
acusações em Porto Rico, devido a uma suposta amizade de Edgardo Díaz e de seu
advogado com Governador Rafael Hernandez Colón e com o Secretário de Justiça. A
suposta relação de amizade entre Edgardo Díaz e o Governador, não só foi
trazida a
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