domingo, 24 de junho de 2018

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Sem efeito os meninos eram pressionados para se calarem e eram submetidos aos desígnios dos donos do grupo, esta coação não desaparecia quando os menores visitavam a Ilha e continuava latente, Porto Rico tinha jurisdição  e base jurídica para tomar alguma ação sobre este assunto. Além disso, se como se insinuou durante a polêmica alguns dos pais estavam conscientes do que estava acontecendo com seus filhos e simplesmente fizeram vista grossa, a intervenção governamental era muito mais justificada. No caso de menores, precisamente por sua inexperiência e falta de maturidade, o governo tem uma responsabilidade maior e ao contrário do que acontece com maiores de idade, pode e deve ser proativo em suas gestões para evitar abusos, ao invés de meramente reagir para remediar o dano causado e sancionar aos responsáveis.
Diante da falta de ação dos órgãos públicos e considerando que existia um conflito de interesses entre as autoridades, depois do caso contra Bolivar Arellanos, os pais procederam a solicitar do Governo um Fiscal Especial Independente (FEI) para atender seus requerimentos. Porém, apesar de todas as gestões e da magnitude que este caso alcançou transcendendo “jurisdições”, o Governo de Porto Rico permaneceu mais do que mudo, totalmente inerte.
Ironicamente Bolivar Arellanos em sua primeira coletiva de imprensa realizada na cidade de Nova York e que foi o agente catalisador desta polêmica, tinha previsto esta falta de ação da parte das autoridades governamentais. Naquele momento, Arellanos justificou não ter anunciado suas acusações em Porto Rico, devido a uma suposta amizade de Edgardo Díaz e de seu advogado com Governador Rafael Hernandez Colón e com o Secretário de Justiça. A suposta relação de amizade entre Edgardo Díaz e o Governador, não só foi trazida a

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