uma série de fatores. Em primeiro lugar, não devemos nos esquecer
que Arellanos não morava em Porto Rico. Este fato definitivamente tornava mais difícil
a coordenação dos esforços de sua defesa. Em segundo lugar, sua situação econômica
não era das melhores. A preparação vitoriosa de um pleito desta envergadura requer
um grande investimento, assim como uma coleta de informações e provas, que
demanda um grande desembolso de recursos econômicos para cobrir os gastos que
envolvem viagens, investigadores e outras ferramentas indispensáveis. E em terceiro lugar, aparentemente certas
testemunhas chaves não conseguiram ser convencidas de cooperar com a defesa e
aqueles que compareceram foram pouco incisivos no testemunho. Por ultimo, e não
menos importante, não se deve perder de vista que Arellanos enfrentava uma
empresa de grande prestigio e poder. Isto ficou evidenciado com a ágil e ampla
mobilização de efetivos da policia no momento de cumprir a ordem de prisão do
Tribunal contra o acusado. Por trás dos panos os meios de comunicação passaram “a
mão na cabeça” da empresa dona do Menudo, tendo vista a seriedade das acusações
apresentadas, assim como na falta de ação dos órgãos governamentais
encarregados de proteger as crianças.
Independentemente da veracidade das acusações de Bolivar
Arellanos, a estratégia adotada por Edgardo Díaz e sua equipe de trabalho, foi
mais uma vez vitoriosa. De imediato, conseguiu deter a onda de acusações contra
ele e estabeleceu um precedente de culpado, que enviaria uma mensagem aos seus
detratores e os faria considerar com maior cautela a possibilidade de iniciar outra
briga na justiça contra ele.
Por conta deste incidente, surgem em nossa mente uma série
de interrogações que possivelmente terão surgido
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