quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

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Depois de apresentar algumas danças da sua academia, Cuqui pegou o microfone e começou a falar.
“Damas e cavalheiros, primeiramente quero felicitar as meninas escoteiras aqui presentes nessa semana. Especialmente para elas e para todos, tenho o prazer em apresentar, em seu debut como cantor que sem duvidas chegará a ser o novo ídolo de Porto Rico: ¡Raymond!”


Como de costume sua mãe chorou e quanto a mim faltou pouco para ter um colapso nervoso. Raymond sai rapidamente e começa a cantar e eu fiquei cruzando os dedos, pois temia que por nervosismo o fizesse errar. Mas não foi assim. Cantou com confiança como se tivesse feito isso durante a vida toda. Depois de haver terminado sua primeira canção recebeu um caloroso aplauso. Isto não foi o que mais me impressionou e sim que as garotas se agitaram e começaram a gritar.
Todos os adultos que estavam perto de sua mãe e de mim comentavam que esse menino deveria estar no Menudo. Estou seguro de que vocês poderão imaginar o imenso orgulho que sentimos nesse momento de sucesso para nosso filho.
Deveriam colocá-lo no Menudo. Disse um homem que estava do meu lado. Depois virou e me perguntou:
¿Por que não o coloca no Menudo?
Assim surgiam os comentários durante o espetáculo que durou mais ou menos meia hora já que eram só oito canções. Ver o Raymond cantar suas oito canções com o jeito e atitude de um artista veterano, sem vacilar ou equivocar-se, nem sequer uma só vez, foi realmente extraordinário. Ao terminar Raymond mudou de direção e se jogou de cima do palco e dando-me um forte abraço ele começou a chorar. Era a primeira vez que Raymond descarregava sua emoção. Quando se acalmou ele me olhou fixamente e ainda com lágrimas nos olhos, me perguntou:
¿Eu fiz bem, Papai?
Você fez super bem, filho, super bem.
Sua mãe veio correndo e nós três nos abraçamos fortemente, nossa alegria era incontida e todos ali presentes desfrutaram das nossas emoções. Imediatamente notamos um grande grupo de garotas que nos rodeavam todas segurando papel e lápis. Abordaram o Raymond com gritos e empurrões. Raymond deu seus primeiros autógrafos como artista. Foi o começo de um costume já que ele deu Centenas de milhares de autógrafos em sua carreira artística.

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