Fomos
para a Padosa e chegamos em 20 minutos. Nossa filha Glorily foi conosco.
Esperamos por um curto período de tempo na sala da recepção, foram uns 30 minutos
até que o advogado Agosto nos fez entrar na sala de conferências. Sentada em uma
cadeira confortável estava uma senhora magra de aproximadamente 60 anos e um
senhor moreno, alto e com pouco cabelo.
"Esta
é a Dona Panchita, que carinhosamente chamamos de Dona Panchi. Ela é a mãe do
Edgardo e a administradora da Padosa e este é o Sr. Meléndez, Presidente da
Padosa."
"Muito
prazer."
"Bem
vindos a Padosa e a família Menudo. Nós gostamos de pensar no Menudo como uma família.
Com estas palavras Dona Panchi começou a reunião."
"Este
contrato é um que foi feito pela RCA e só tem algumas mudanças pertinentes a
Corporação Padosa. É um contrato que não permite mudanças, assim sugerimos que o
leia cuidadosamente com o advogado e façam as perguntas que quiserem. Se não
estiverem de acordo então buscaremos outro garoto para o posto e ficaremos sendo
amigos para sempre."
Essas
palavras me chocaram, pois ainda que muito amavelmente ditas, achei bem diretas
e sem que dessem lugar para uma real discussão. “É pegar ou largar” resume o
contrato com a Padosa. Foram 29 páginas de palavras, condições e cláusulas que
só favoreciam a corporação. Eles se protegiam por todos os ângulos existentes e
os que viessem a surgir.
"Olhe
Ray, por mais que leiamos este contrato, tudo o que têm é específico quanto ao
pagamento e o que a Corporação pode fazer com o seu filho artisticamente. Se
quiser eu te resumo tudo e você decide."
"Olha
Papo, eu li tudo de noite cuidadosamente e realmente por nosso filho vamos assiná-lo
e que tudo seja como Deus quiser."
Apesar
de tudo eu sabia que um contrato é uma coisa que tem dois lados, a letra e o
Espírito. Na letra tudo era para eles, mas em espírito e brigando por uma parte
menor, a balança tombava a favor de meu filho. Realmente nesta etapa deste assunto
já estava comprometido com tudo e discutir não era o mais conveniente. Explicou-nos
tudo sobre as permissões de viagem e com quem poderia viajar. A permissão era outorgada
pela gente para as pessoas de Edgardo Díaz, José Luís Vega, e Marilyn Pagan. E
me assegurava que se viajassem, em qualquer meio, Raymond estaria acompanhado por
um destes adultos. Me pediram12 cópias da certidão de nascimento e lhe
proporcionariam um passaporte Americano.


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