sábado, 3 de dezembro de 2016

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A continuação da experiência de Raymond no teste narrado por ele:

“Parecia eterna a espera naquela cadeira e já pensava que não iam me chamar. Logo chegou a minha vez. Rosita Lugo me pegou pelo braço e me perguntou meu nome e logo me disse:
“Raymond, vem comigo e não fique nervoso, pois somos seus amigos.”
Realmente me senti muito tranquilo com Rosita, pois ela me passava muita confiança. Apesar de seu aspecto serio era muito amável e parecia sincera em tudo que dizia para mim. Passamos por um escritório com as paredes cheias de discos de ouro e também de platina. Havia uma grande e luxuosa sala de madeira com uma placa que dizia Edgardo Díaz.
Seguimos caminhando e passamos por um salão repleto de placas, troféus, pergaminhos e retratos do Menudo. Simplesmente estar lá era como um sonho para mim. Antes de entrar em um pequeno estúdio na parte de trás dos escritórios, Rosita se sentou em uma confortável cadeira e me perguntou:
“¿O que você vai cantar?”
“Si Tu No Estas.”
Rosita se levantou e pegou uma fita cassete que tinha essa canção gravada e a colocou num aparelho de som toca-fitas. Assim que a música começou me acomodei e comecei a cantar. Para mim cantar na frente de um público não era nada, mas não deixei de sentir-me nervoso diante desta pessoa pois dependia dela que eu chegasse até o final do meu sonho. Não sei se fiz bem ou mal, pois Rosita não demonstrava um pingo de emoção. Após terminar minha canção, ela me disse:
“Raymond, necessito ver você dançar, ¿ Você sabe dançar, de verdade?”
“Asseguro-lhe que sim, eu sou cantor solista.”
“¿De verdade que é solista, desde quando?”
“Bom comecei há um ano.”
“¿Porque então queres pertencer ao Menudo?”
“A razão de ter me transformado em solista foi única e exclusivamente com a ideia de preparar-me para o Menudo.”
Sem dizer nada mais, colocou uma peça musical rápida do Menudo para ver como eu dançava. Por coincidência foi uma das canções que eu já havia ensaiado das coreografias do Menudo. Depois da dança me pegou pelo braço novamente e caminhou comigo até onde me esperava meu pai e Iris Corchado. Ao me verem sair “os dois levantaram-se.”


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