A
continuação da experiência de Raymond no teste narrado por ele:
“Parecia eterna a espera naquela
cadeira e já pensava que não iam me chamar. Logo chegou a minha vez. Rosita
Lugo me pegou pelo braço e me perguntou meu nome e logo me disse:
“Raymond, vem comigo e não
fique nervoso, pois somos seus amigos.”
Realmente me senti muito tranquilo
com Rosita, pois ela me passava muita confiança. Apesar de seu aspecto serio
era muito amável e parecia sincera em tudo que dizia para mim. Passamos por um escritório
com as paredes cheias de discos de ouro e também de platina. Havia uma grande e
luxuosa sala de madeira com uma placa que dizia Edgardo Díaz.
Seguimos caminhando e passamos
por um salão repleto de placas, troféus, pergaminhos e retratos do Menudo. Simplesmente
estar lá era como um sonho para mim. Antes de entrar em um pequeno estúdio na
parte de trás dos escritórios, Rosita se sentou em uma confortável cadeira e me
perguntou:
“¿O que você vai cantar?”
“Si Tu No Estas.”
Rosita se levantou e pegou uma
fita cassete que tinha essa canção gravada e a colocou num aparelho de som
toca-fitas. Assim que a música começou me acomodei e comecei a cantar. Para mim
cantar na frente de um público não era nada, mas não deixei de sentir-me nervoso
diante desta pessoa pois dependia dela que eu chegasse até o final do meu sonho.
Não sei se fiz bem ou mal, pois Rosita não demonstrava um pingo de emoção. Após
terminar minha canção, ela me disse:
“Raymond, necessito ver você
dançar, ¿ Você sabe dançar, de verdade?”
“Asseguro-lhe que sim, eu
sou cantor solista.”
“¿De verdade que é
solista, desde quando?”
“Bom comecei há um ano.”
“¿Porque então queres
pertencer ao Menudo?”
“A razão de ter me
transformado em solista foi única e exclusivamente com a ideia de preparar-me
para o Menudo.”
Sem dizer nada mais, colocou uma
peça musical rápida do Menudo para ver como eu dançava. Por coincidência foi
uma das canções que eu já havia ensaiado das coreografias do Menudo. Depois da
dança me pegou pelo braço novamente e caminhou comigo até onde me esperava meu
pai e Iris Corchado. Ao me verem sair “os dois levantaram-se.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário