segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

página 65



Convivência
Capítulo 5
Narrado por Raymond
Nota: Este capítulo foi a narração feita por Raymond sobre sua convivência com Edgardo em sua mansão La Loma, Gurabo Porto Rico, 6 de janeiro de 1985.
Entrei naquela van verde com um medo terrível. Que falta me fazia meu pai naquele momento para me dar o ânimo que tanto necessitava. Tentei controlar-me e forçar um sorriso. Consegui ver meus pais através do vidro e minhas irmãs freneticamente dizendo-me adeus. Pensei na minha mãe, sabia que estaria chorando. Formou-se um nó na minha garganta e foi bem difícil conter as lágrimas. Miriam, a mãe de Roy Rosselló, tocou no meu ombro e me perguntou:
"¿Você é o novo Menudo?"
"Ainda não sei. Edgardo está me levando para que conviva com os garotos do grupo."
¡Ah sim! “Não se preocupe que quando chegam nesta etapa quase sempre quer dizer que é o que ele procura.”
"Oxalá que seja assim". Respondi-lhe.
Já estava escurecendo quando entramos no Expresso Las Américas para Caguas por causa da chuva e também porque já eram 5:30 da tarde. O caminho foi extremamente longo. Tudo parecia exagerado devido ao fato de não saber para onde iríamos, aumentando ainda mais a minha confusão. Me senti sortudo de ter pais que me apoiavam em tudo, apesar de serem severos, faziam tudo sempre com carinho e sobre, tudo com respeito. Com seu respaldo me sentia grande e com seu respeito me sentia importante e que qualquer coisa que fizesse tinha importância. No silêncio da viagem imaginei eles chegando em casa sem mim e tristes. Visualizava mamãe entrando no meu quarto e chorando, ai me senti só e não pude conter minhas lágrimas.
Na "Van" o ambiente era de sorrisos e alegria. Todos falavam do show e que foi bom apesar da chuva e das falhas de som. Essas conversas me ajudaram a tirar da minha mente os meus pais e minha solidão. O chofer da Van era um rapaz magro que logo se tornou meu grande amigo. Era o cinegrafista e sonoplasta do grupo, Edwin Fonseca. Edwin estava atualmente trabalhando com o Canal 24 em Porto Rico como cinegrafista de notícias.
Ao chegar a Caguas observei que Edwin desviou do expresso de Humacao. Depois de 5 minutos voltamos a desviar para estrada de Gurabo. Antes de desviar Miriam, a mãe de Roy, apontou para uma luxuosa casa no alto de uma colina que se via de longe e me disse:
"Essa é a Loma."
"¿A Loma?"
"Sim, é assim que se chama a casa do Edgardo. Digo a "a casa do Menudo", pois essa veio do suor e trabalho dos meninos. "
"Isso É verdade, disse Edwin, cada vez que René Farrait vem À Loma sempre diz: vou me jogar na MINHA piscina" ou "Vou comer a MINHA comida". Ele sempre diz que essa não é a casa do Edgardo, mas sim a casa de todos os Menudos.
Já havíamos desviado até a entrada Da Loma encontramos um grande portão elétrico com varias câmeras de televisão apontando para nós. Uma voz masculina falou através de uma campainha no portão:
”Boa noite, ¿Diga-me?"
"É Edwin Fonseca."
O grande portão começou a abrir dando espaço para uma estrada estreita e bem alta que dava a volta na Loma. Meu coração queria sair do peito de emoção, pois eu estava na mansão dos Menudos, ¡Eu não podia acreditar! Ao chegar ao alto vi na esquerda um pequeno posto com dois seguranças armados bem atentos aos monitores de televisão. Este era o posto de segurança. Toda propriedade estava protegida com equipamentos eletrônicos, câmeras, sensores de movimento e um complexo sistema de comunicações. Onde quer que se estivesse na grande mansão havia um monitor de televisão onde poderiam ver quem entrava ou saía Da Loma.
Mais a frente encontramos um Helicóptero pousado em uma plataforma desenhada para a aterrissagem deles. Atrás desse imenso pássaro se encontrava uma maravilhosa mansão rodeada de luxuosos e bem iluminados jardins. Parecia que estava em um hotel de luxo e não numa casa. A propriedade tinha um estacionamento que estava cheio de carros.
 

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