As luzes se apagaram e a cortina
se abriu. Logo uma luz cegante rodeada de fumaça iluminou o cenário. Entre a
luz e a fumaça se notava elevando do piso as silhuetas indistinguíveis de cinco
pessoas em diversas poses. Era emocionante este momento, pois pareciam anjos
subindo ao céu. A música começou ao mesmo tempo que os garotos saíram das
poses. Era realmente espetacular ver o profissionalismo envolto no espetáculo.
Cantaram aproximadamente oito
canções entre gritos e aplausos vibrantes. Rey, Charlie, Robby, Roy e Ricky se aproximaram
da passarela que chegava até o público e começaram a fazer umas piadas e falar.
Charlie então disse:
"Robby, ¿ Você já
teve um sonho e esse sonho se tornou realidade?"
"Sim, como nos
contos de fadas."
"¡Exatamente, isso
mesmo!"
"¡Mas me diga uma
coisa! ¿Por que você me perguntou isso?"
"Olha Robby, vou te
mostrar um conto sobre um garoto que teve um sonho."
Enquanto falavam o som começou a
baixar e eles caminhavam para traz do cenário ao mesmo tempo em que as luzes
baixavam em intensidade até ficar completamente escuro. Logo começou a música e
uma voz angelical e preciosa começou a cantar.
"Son las seis y
media y no has llegado.
Nuestro avión ya tiene
que partir.
Nunca me sentí tan
desgraciado...”
¡Sim, era meu filho! E só uma
luz iluminava seu rosto. Vestia roupa azul água e uma de suas pernas tinha
franjas brancas e negras. Os comentários de todos ao meu redor foram incrivelmente
favoráveis. Todos se maravilharam com essa voz forte e melódica. Quando veio a
parte do refrão pelo lado oposto do palco aparece Rey Reyes que foi o
intérprete original dessa canção, cantando em dueto com Raymond. Depois Robby
Rosa a gravou em inglês para o álbum "Reaching Out". Não tenho
palavras que realmente possam descrever minha reação e meus sentimentos nesse
momento. Corri para os bastidores e esperei que terminasse sua canção. Quando
se virou para sair ele me viu e correu para abraçar-me. Ambos choramos
profundamente de alegria. Logo os outros garotos do grupo estavam nos abraçando
junto com as bailarinas e resto do pessoal, todos chorando com a gente. Realmente
foi um momento muito bonito ver a demonstração de sensibilidade dos outros membros
do grupo e das pessoas ali presentes. Momentos como este e muitos outros foram
os que obrigavam qualquer um a fazer omissão de certas coisas que se apresentavam
no caminho. Estes eventos e a emoção profunda envolvida com eles, resultaram
como sendo os responsáveis das vendas que tapavam os meus olhos e os olhos dos
outros pais dos Menudos.
Esta inevitável venda nos
deixava ver só o que "Eles" queriam que víssemos "A gloria do
Menudo" e nada mais.
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