sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

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As luzes se apagaram e a cortina se abriu. Logo uma luz cegante rodeada de fumaça iluminou o cenário. Entre a luz e a fumaça se notava elevando do piso as silhuetas indistinguíveis de cinco pessoas em diversas poses. Era emocionante este momento, pois pareciam anjos subindo ao céu. A música começou ao mesmo tempo que os garotos saíram das poses. Era realmente espetacular ver o profissionalismo envolto no espetáculo.
Cantaram aproximadamente oito canções entre gritos e aplausos vibrantes. Rey, Charlie, Robby, Roy e Ricky se aproximaram da passarela que chegava até o público e começaram a fazer umas piadas e falar. Charlie então disse:
"Robby, ¿ Você já teve um sonho e esse sonho se tornou realidade?"
"Sim, como nos contos de fadas."
"¡Exatamente, isso mesmo!"
"¡Mas me diga uma coisa! ¿Por que você me perguntou isso?"
"Olha Robby, vou te mostrar um conto sobre um garoto que teve um sonho."
Enquanto falavam o som começou a baixar e eles caminhavam para traz do cenário ao mesmo tempo em que as luzes baixavam em intensidade até ficar completamente escuro. Logo começou a música e uma voz angelical e preciosa começou a cantar.
"Son las seis y media y no has llegado.
Nuestro avión ya tiene que partir.
Nunca me sentí tan desgraciado...”
¡Sim, era meu filho! E só uma luz iluminava seu rosto. Vestia roupa azul água e uma de suas pernas tinha franjas brancas e negras. Os comentários de todos ao meu redor foram incrivelmente favoráveis. Todos se maravilharam com essa voz forte e melódica. Quando veio a parte do refrão pelo lado oposto do palco aparece Rey Reyes que foi o intérprete original dessa canção, cantando em dueto com Raymond. Depois Robby Rosa a gravou em inglês para o álbum "Reaching Out". Não tenho palavras que realmente possam descrever minha reação e meus sentimentos nesse momento. Corri para os bastidores e esperei que terminasse sua canção. Quando se virou para sair ele me viu e correu para abraçar-me. Ambos choramos profundamente de alegria. Logo os outros garotos do grupo estavam nos abraçando junto com as bailarinas e resto do pessoal, todos chorando com a gente. Realmente foi um momento muito bonito ver a demonstração de sensibilidade dos outros membros do grupo e das pessoas ali presentes. Momentos como este e muitos outros foram os que obrigavam qualquer um a fazer omissão de certas coisas que se apresentavam no caminho. Estes eventos e a emoção profunda envolvida com eles, resultaram como sendo os responsáveis das vendas que tapavam os meus olhos e os olhos dos outros pais dos Menudos.
Esta inevitável venda nos deixava ver só o que "Eles" queriam que víssemos "A gloria do Menudo" e nada mais.

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