No dia 10 de maio 1985 o Menudo regressa
a Porto Rico onde tinha sido preparada uma grande recepção no aeroporto Internacional
Luís Muñoz Marín. Entre as personalidades que assistiram o ato se encontravam o
Governador de Porto Rico o Honorável Advogado Rafael Hernández Colón, o
presidente do senado o Honorável Advogado Miguel Hernández Agosto, o presidente
da câmara de representantes o Honorável Ronny Jarabo e os prefeitos de San Juan
e do povoado de Carolina (o aeroporto fica nesse município). Foi claramente um
evento concorrido. Foi neste evento que pela primeira vez tive contato com o
Senhor Bolívar Arellano. Vocês se lembram do capítulo "Começa a
História", este
personagem assume um papel muito importante no desenlace final desta história.
Eu já tinha ouvido falar muitas
coisas sobre o Bolívar, mas tudo era negativo, assim estava bem doutrinado a rejeitá-lo
na hora. Rosita Lugo se aproximou de mim no aeroporto e me apontou quem era ele:
"Acevedo ¿você conhece
o Bolívar?"
"Caramba, eu não, a
verdade é que se ele passasse do meu lado não o reconheceria."
"¿Você vê aquele
senhor com bigode grande com todas aquelas câmeras ao redor do pescoço? Esse é
Bolívar Arellano. Tenho que te advertir que a Padosa não quer que vocês deem
nenhum tipo de entrevista ou que deixem ele tirar retratos dos garotos
reservadamente. Verás que quando te conhecer a primeira coisa que ele vai querer
será ir para tua casa para tirar fotos."
"Mas me diz uma coisa
Rosita, ¿este senhor não está promovendo e vendendo mercadorias do Menudo em Nova
York?"
"Sim, mas ele não paga um
centavo de direitos autorais, assim se ele quiser retratos de pose vai ter que
comprá-los na lojinha do Tito. Tenha muito cuidado com este, pois ele só traz problemas."
Pouco tempo depois fui abordado
por Bolívar e como a Rosita me disse ele pediu uma reunião na nossa casa. Lhe respondi
cordialmente que estava seguindo instruções da Padosa de que toda entrevista
tinha que ser através deles e que se eles aprovassem lhe receberia com gosto.
Ele não gostou nem um pouco, pois ficou muito irritado e correu para falar com
Dona Panchi. Não sei o que aconteceu, pois Bolívar não voltou a dirigir-me a
palavra.
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