O Menudo partiu para a Argentina
com seu novo integrante Ralphy. O Charlie também viajou com eles, pois ia ficar
mais um tempo no grupo e gravar alguns capítulos da novela. A novela "Por
Siempre Amigos" mostrava a vida de cinco amigos e a vida deles dentro de
uma escola. Nossos garotos eram os protagonistas, ao lado de atores Argentinos
muito distintos. Aqui em Porto Rico a ansiedade de ver alguns capítulos era
insuportável. Tinham posto muita fé no ressurgimento do "Boom" do
Menudo nesta novela. O enfoque da novela deu a Padosa um tempo para respirar quanto
aos gastos do Menudo e pensaram que havia uma grande possibilidade de
recuperação para tudo e todos. A economia da organização se mostrava cada dia
mais cambaleante e esta pausa poderia muito bem ser o remédio. As cartas das fãs
continuavam chegando aos milhares. Cada vez que eu ia aos escritórios da Padosa
levava duas ou três caixas de correspondências. O trabalho de ler todas elas
era quase impossível e de respondê-las também. Por esse motivo eu tive a ideia
de montar um escritório que se ocuparia dos assuntos do "Raymond Acevedo
Menudo". Primeiramente o iniciei em minha casa, mas era um trabalho
monumental para eu fazer sozinho. Suspendi os trabalhos neste até que pudesse
montar o escritório formalmente em outro lugar. Dentro do desenrolar desse
projeto do escritório me veio à mente que este podia servir de duas formas.
Primeiramente para atender as milhares de fãs que a cada dia aumentavam mais,
que até aquele momento somava mais de 20.000 e de começar uma campanha de
promoção do Raymond para quando ele saísse do Menudo.
Mais ainda faltava aproximadamente
um ano no grupo, assim que eu tinha tempo para começar a estabelecer os
contatos e estratégias para sua saída e continuidade artística. Esta era uma
forma de contra atacar a geladeira onde o Edgardo colocava o integrante que ele
ia tirar do grupo e posteriormente o fechamento de portas, para cumprir sua
previsão de que nenhum Menudo faz ou fez nada fora do Menudo artisticamente sem
ele.
Os garotos regressaram para
celebrar o Natal com seus familiares. Tinham anunciado que esticariam a novela
de sessenta capítulos para cem e que isto estenderia a estadia do Menudo na
Argentina de quatro para seis meses. Sem dúvida este era um motivo de preocupação,
pois seriam seis meses sem estudos e isto representava um grande atraso. Magaly
e eu fomos ter uma conversa com a Dona Panchi novamente sobre este assunto dos
estudos. Como sempre nos assegurou que não havia problemas porque o que se
faria seria aumentar o tempo de estudo quando eles voltassem. O plano seria
então de que o professor lhes enviaria algumas lições para a Argentina para que
eles fossem adiantando. Questionei-lhe este ponto porque se o professor não estava
lá era bem provável que eles não tocassem em nenhum livro. Desta vez deixei que
ela soubesse do meu protesto e o pai do Sergio também expressou sua preocupação.
O pai do novo integrante Ralphy não demorou a se rebelar contra o sistema educativo
com energéticos protestos e até ameaças que aparentemente motivaram que o professor
ia a ser mandado para a Argentina em curtos períodos de tempo para ir preparando-lhes
para suas provas de estudos livres. Rafael demonstrou rapidamente que para ele
não era nada tirar seu filho na hora, mas também que “ia dar trabalho” durante todo
o caminho. Não tinham se passado nem 3 meses que seu filho estava no Menudo e o
Edgardo já tinha se arrependido de tê-lo
recrutado. Mas era tarde demais, pois a novela estava adiantada e o Charlie não
regressaria para a Argentina. O tradicional show de Natal no estádio Hiram
Bithorn da capital seria seu último ato com o Menudo.
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