domingo, 22 de janeiro de 2017

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O Menudo partiu para a Argentina com seu novo integrante Ralphy. O Charlie também viajou com eles, pois ia ficar mais um tempo no grupo e gravar alguns capítulos da novela. A novela "Por Siempre Amigos" mostrava a vida de cinco amigos e a vida deles dentro de uma escola. Nossos garotos eram os protagonistas, ao lado de atores Argentinos muito distintos. Aqui em Porto Rico a ansiedade de ver alguns capítulos era insuportável. Tinham posto muita fé no ressurgimento do "Boom" do Menudo nesta novela. O enfoque da novela deu a Padosa um tempo para respirar quanto aos gastos do Menudo e pensaram que havia uma grande possibilidade de recuperação para tudo e todos. A economia da organização se mostrava cada dia mais cambaleante e esta pausa poderia muito bem ser o remédio. As cartas das fãs continuavam chegando aos milhares. Cada vez que eu ia aos escritórios da Padosa levava duas ou três caixas de correspondências. O trabalho de ler todas elas era quase impossível e de respondê-las também. Por esse motivo eu tive a ideia de montar um escritório que se ocuparia dos assuntos do "Raymond Acevedo Menudo". Primeiramente o iniciei em minha casa, mas era um trabalho monumental para eu fazer sozinho. Suspendi os trabalhos neste até que pudesse montar o escritório formalmente em outro lugar. Dentro do desenrolar desse projeto do escritório me veio à mente que este podia servir de duas formas. Primeiramente para atender as milhares de fãs que a cada dia aumentavam mais, que até aquele momento somava mais de 20.000 e de começar uma campanha de promoção do Raymond para quando ele saísse do Menudo.
Mais ainda faltava aproximadamente um ano no grupo, assim que eu tinha tempo para começar a estabelecer os contatos e estratégias para sua saída e continuidade artística. Esta era uma forma de contra atacar a geladeira onde o Edgardo colocava o integrante que ele ia tirar do grupo e posteriormente o fechamento de portas, para cumprir sua previsão de que nenhum Menudo faz ou fez nada fora do Menudo artisticamente sem ele.
Os garotos regressaram para celebrar o Natal com seus familiares. Tinham anunciado que esticariam a novela de sessenta capítulos para cem e que isto estenderia a estadia do Menudo na Argentina de quatro para seis meses. Sem dúvida este era um motivo de preocupação, pois seriam seis meses sem estudos e isto representava um grande atraso. Magaly e eu fomos ter uma conversa com a Dona Panchi novamente sobre este assunto dos estudos. Como sempre nos assegurou que não havia problemas porque o que se faria seria aumentar o tempo de estudo quando eles voltassem. O plano seria então de que o professor lhes enviaria algumas lições para a Argentina para que eles fossem adiantando. Questionei-lhe este ponto porque se o professor não estava lá era bem provável que eles não tocassem em nenhum livro. Desta vez deixei que ela soubesse do meu protesto e o pai do Sergio também expressou sua preocupação. O pai do novo integrante Ralphy não demorou a se rebelar contra o sistema educativo com energéticos protestos e até ameaças que aparentemente motivaram que o professor ia a ser mandado para a Argentina em curtos períodos de tempo para ir preparando-lhes para suas provas de estudos livres. Rafael demonstrou rapidamente que para ele não era nada tirar seu filho na hora, mas também que “ia dar trabalho” durante todo o caminho. Não tinham se passado nem 3 meses que seu filho estava no Menudo e o Edgardo já tinha se  arrependido de tê-lo recrutado. Mas era tarde demais, pois a novela estava adiantada e o Charlie não regressaria para a Argentina. O tradicional show de Natal no estádio Hiram Bithorn da capital seria seu último ato com o Menudo.

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