terça-feira, 24 de janeiro de 2017

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Depois de uma semana viajei para o México para ficar uma semana com o Raymond e para ficar organizando o escritório de lá. Durante esta viajem notei que não havia ninguém representando o Menudo quanto à venda produtos. Toda esta maquinaria de vendas estava abandonada e existia uma necessidade entre as fãs para adquiri-la. Tive uma grande viajem e nunca esquecerei a bondade do povo Mexicano, professores da cortesia e dos bons modos. Outras pessoas que entraram em nossas vidas que jamais serão esquecidas foram a Maricarmen, Gaby, Sandy, Claudia e Paco. Todos se uniram ao grupo de apoio do Raymond.
Ao regressar a Porto Rico conversei rapidamente com Dona Panchi sobre as possibilidades de que eu pudesse adquirir os direitos de representação de produtos do Menudo. Também lhe pedi formalmente que me desse à permissão para ir organizando a celebração do aniversário do Menudo que seria em novembro de 1987. Propus-lhe a criação de um "Poster" comemorativo de colecionador que se venderia a um preço mais elevado por sua impressão ser limitada. Tudo o que recebi foi estática resposta de por que não se podia fazer ou dificuldades de direitos autorais e uma gama de desculpas realmente ridículas. Disse-me que quem tinha os direitos no México de venda de produtos era o filho do presidente da Televisa e eles não queriam ofendê-lo. O contrato com esta pessoa havia expirado há um ano por ter violado a cláusula de que se não pagava os direito autorais a Padosa durante o término de 6 meses o contrato ficava anulado automaticamente. Outro opositor do projeto foi o Héctor Cruz. Este tinha rompido sua sociedade com Tito Fuentes o qual se retirou por completo da vida do Menudo. A mercadoria que ficou com ele ao repartirem depois de feita a dissolução começou a vender por catalogo para as fãs com o nome de "Menutropics".
Héctor tratou por todos os meios de neutralizar qualquer pedido que eu fizesse para meu projeto. Em outras palavras "Não comiam e não me deixavam comer." Tinha uma clara suspeita de que a Padosa não queria nenhum tipo de ressurgimento de nada que pudesse demonstrar progresso e dinheiro. Notava-se realmente a necessidade de uma nova campanha de promoção e distribuição de mercadorias do Menudo. A necessidade era mais evidente no México do que em Porto Rico ainda que já fizesse algum tempo que nada novo tivesse saído no mercado. Pra mim era difícil crer que não me deram o respaldo, pois o estudo de viabilidade econômica que fiz demonstrava que era um bom negócio. O escritório do Raymond tanto no México como em Porto Rico demonstrava que as fãs tinham sede de Menudo, mas de uma forma mais pessoal. Nossos escritórios organizaram cinquenta e sete (57) Fã-Clubes do Raymond entre ambos os países. Podiam-se organizar do Menudo, mas a negativa da Padosa era realmente irrevogável.

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